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Recordações (versos de 2007 a 2009)

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Diário de uma Pagã

Cartas da Vida

Visão rápida

Aqui segue o meu cantar de amizade
para quem tanto ama e sofre
com a força das palavras ...



Meu Poeta-perdido e encontrado,
poeta-trovador,
retalho recortado
do manto da Poesia,
que em ti trazes a dor
de todos os poetas
na mórbida agonia
que eles sentem
sem porquê saber,
agridoce veneno no sofrer
que queima as tuas veias,
que te enreda nas teias
dessa magoa lunar,
que poucos,
muito poucos,
entendem no passar.

... se às vezes nem o próprio poeta
se revê no pranto violeta
do seu cantar.




Manuela Dias Leitão
Poetisa

Detalhes

Devo confessar que, quando tempos atrás, o Ricardo me enviou alguns dos seus poemas, a nostalgia que neles perpassava surpreendeu-me profundamente como lhe afirmei de imediato. Atribui, contudo, esse estado de ânimo à passageira fase de tristeza ou solidão, daqueles que, com mais ou menos intensidade e frequência acontecem um pouco a todos nós no decorrer da vida, e, sobretudo a quem, como ele demonstra uma enorme sensibilidade. Jovem, extrovertido, sensível, aberto, atento e observador, inteligente e aparentemente alegre, quem suspeitaria que por detrás dessa ilusória fachada se escondia um coração guardando tanta melancolia! Alguns dos seus poemas – uns mais do que outros – tocaram-me, impressionaram-me e preocuparam-me quando penso que foram escritos por um jovem do século vinte e um, inserido numa sociedade cada vez mais materialista e pouco dada a coisas espirituais, onde muitas vezes a poesia é tida como género literário ultrapassado. Os poemas do Ricardo tocaram-me. E tocaram-me não só pela delicadeza como também pela coragem de os publicar. Deu-lhe Deus o dom da sensibilidade. Vê o mundo – talvez infelizmente para si – com olhos de poeta, mas não teve qualquer pudor em extravasar os seus sentimentos, e, mais do que isso, em expor, dando conhecimento daquilo que sente, sobretudo pela tua coragem «bem hajas, Ricardo!». Se os seus poemas tivessem nascido anos atrás, atribuiria a ansiedade, a frustração, a amargura, essa busca incansável e quase dolorosa de si mesmo que sentimos transparecer nos seus escritos, à difícil e turbulenta crise de um adolescente face às contradições do mundo exterior e do seu próprio mundo interno. Contudo, sinto-me tentada a afirmar que arrasta consigo ainda muitas das emoções, angústias e talvez até algumas feridas que o marcaram e que o levaram agora a procurar um sentido para a sua vida. Todas as vivências que compõem a aguarela de vida do Ricardo estão retratadas neste seu livro com enorme sensibilidade e emoção, mas em pinceladas – que são os versos dos seus poemas – onde, com frequência, lateja o desencanto e sopra uma amarga falta de esperança. Nos poemas de Ricardo Louro, está bem impressa a imagem do poeta, o seu amor pela palavra, a alegria do instante supremo e sempre inesperado em que a inspiração surge e o momento se torna de comunhão, intimo, pessoal, em que poeta e palavra se fundem para ser um único e o mundo se esbate à sua volta. É a liberdade e a evasão. «Dança com os sons… sente o perfume das rosas e o cheiro da chuva». Momento sublime esse para o poeta. Findou a finitude e a magia surge. Evadiu-se. Está só, mas a sua solidão oferece-lhe um raro mundo de sensações e levidade que é só seu, que só ele entende, a que se entrega inteiramente e o faz gritar: «AMO A POESIA!» Espero mais. Quero mais. Sei que tens e podes dar-nos muito mais. Tu próprio afirmas que «na vida de cada um de nós ainda há muito por escrever», e as palavras não se esgotam, Ricardo. Desejo que as tuas mãos nos tragam poemas de esperança em que nos grites que finalmente te encontraste e a vida deixou de ser noite, que deixaste de tanto amar a noite e passaste a preferir o sol, a claridade e o alvor. ATÉ SEMPRE RICARDO! Dra. Manuela Dias Leitão

Informação Adicional

Nome do Autor 1 Ricardo Louro
Nome do Autor 2 Não
Editor Não
Tipo de Papel Munken 80 gr.
Formato A5
Tipo de Impressão Preto e Branco
Tipo de Encardenação Capa Mole
Número de Páginas 100